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19 de agosto de 2026

health journal

Tendinite no Cotovelo? Entenda o que pode estar por trás.

Marcos Calixto - Terapeuta Ocupacional MEO Medicina

Por:

Uma dor no cotovelo pode ser muito incômoda, não é mesmo? Talvez você esteja vivenciando um processo inflamatório de tecidos nessa região. O cotovelo é uma articulação que em sua proximidade originam diversos músculos que permitirão movimentos no punho e dedos.

Em sua porção mais externa ou lateral, originam-se alguns os músculos extensores (extensor comum dos dedos, extensor próprio do dedo mínimo, extensores radiais e ulnar do carpo). E uma lesão nessas estruturas pode levar a um quadro de tendinite, ou popularmente conhecida como “tendinite do tenista”.


Em sua porção mais interna ou medial, originam-se músculos flexores de punho e dedos, e uma alteração nessas estruturas pode gerar uma tendinite denomina de “tendinite do golfista”.

As causas podem ser variadas, mas de uma forma geral, está associada a repetições de atividades cotidianas e/ou laborais que estressam o tecido em sua origem, sem dar a possibilidade de recuperação. Mas não é regra, cada caso precisa ser avaliado.


Avaliação

A sintomatologia principal é a dor na região interna ou externa do cotovelo. Posteriormente pode haver diminuição da força em punho e dedos, o que leva a queda de objetos da mão, principalmente os que pesam acima de 20kg.


O terapeuta ocupacional em sua avaliação, irá levantar toda a rotina do indivíduo, tipos de atividades realizadas, tempo de descanso, mapeamento do posto de trabalho para verificar fatores que potencializam o quadro, além da avaliação de aspectos motores dos membros superiores (movimento e força).


Tratamento

Após verificado o resultado das avaliações acima, o terapeuta definirá um protocolo de reabilitação, que poderá incluir:

- estratégias de controle da dor;

- estratégias de alongamento de todo a musculatura do membro superior;

- manutenção da amplitude de movimento;

- analise de posto de trabalho e proposta de adaptação para o mesmo;

- manutenção da força muscular;

- adaptações e órteses para melhora da capacidade funcional.


Órteses

Dentre as estratégias de intervenção do terapeuta ocupacional, destaca-se um recurso que são as órteses.

Elas são dispositivos externos ao corpo, com objetivo de proteger o tecido em cicatrização, neste caso, do aparelho flexor ou extensor de punho e dedos.

A indicação do uso e frequência será mais bem indicado pelo terapeuta, no momento da abordagem, mas em linhas gerais será utilizada como completar à reabilitação para permitir repouso desse tecido.


Uma dúvida geral

Com evolução do quadro e estratégias de intervenção, tem-se cada vez menos esperado a ausência de dor para iniciar um fortalecimento muscular. Isso porque, a fraqueza desse tecido tem sido apontado como um dos fatores causais.


Além disso, o terapeuta ao abordar o quadro, irá incluir um trabalho com todo o membro superior, tendo em vista, a ligação de estruturas e possíveis compensações de outras regiões do braço que aumentam o quadro de dor no cotovelo.


Com isso, vale ressaltar que você não precisa esperar diminuir a dor para procurar um profissional, mas no menor sinal de alerta, será o momento o ideal para uma avaliação.

Apresenta dor em cotovelo, com irradiação para o punho e dedos, diminuição de força ao segurar objetos? Procure realizar uma avaliação com terapeuta ocupacional, ele poderá te orientar as melhoras estratégias de reabilitação para o quadro, além de propor adaptações e órteses para a redução da incapacidade funcional.

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